Você já acordou em uma manhã após um dia de fracasso espiritual e pensou: “Agora Deus deve estar decepcionado comigo. Hoje Ele vai me amar um pouco menos”?
Se a resposta for sim, você precisa ler este texto até o fim.
Porque a verdade que vou compartilhar agora pode libertar você de uma prisão silenciosa: o amor de Deus não depende dos seus erros e acertos.
Ele nunca amou você por causa do que você fez. E nunca deixará de amar por causa do que você fez.
Vamos mergulhar nos atributos de Deus que sustentam essa verdade transformadora.
Essa é a base de tudo. O amor divino não é uma balança que pesa suas obediências contra suas falhas.
O pastor e teólogo brasileiro Hernandes Dias Lopes nos lembra:
“O amor de Deus por nós não é determinado pela nossa performance, mas pela Sua natureza. Ele não ama porque somos amáveis; Ele ama porque Ele é amor.”
Se dependesse de mim, o amor de Deus teria oscilado milhões de vezes. Mas graças a Deus, o fundamento do Seu amor está nEle, não em mim.
Tente imaginar algo que sempre existiu. Difícil, não é? Nossa mente é limitada pelo tempo. Mas Deus não.
Ele não tem começo. Não terá fim. E aquilo que Ele é — amor — também é eterno.
O profeta Jeremias testemunhou:
“Com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te atraí.” (Jeremias 31:3)
Eterno. Não temporário. Não condicional. Não enquanto você se comportar.
O apóstolo Paulo acrescenta:
“Como também nos elegeu nEle antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dEle em caridade; e nos predestinou…” (Efésios 1:4-5)
Antes do mundo existir, antes de você dar seu primeiro passo ou seu primeiro erro, Deus já havia decidido amá-lo.
O escritor e teólogo C.S. Lewis reflete sobre essa eternidade:
“Ser amado por Deus, não de modo geral, mas individualmente, é a maior de todas as alegrias. Ele viu você antes que você fosse concebido e ainda assim escolheu amar.”
Aqui está um ponto que nos incomoda: Deus não sofre influência do homem.
Ele não deve satisfação a ninguém. Não há regra ou lei que O controle. Ele é livre. E ainda assim, sendo soberano, Ele escolheu amar.
O apóstolo Paulo usa um exemplo radical em Romanos 9:13:
“Amei Jacó, mas me aborreci de Esaú.”
Jacó e Esaú eram gêmeos. Mesmos pais. Mesma história. Não havia mérito em Jacó que faltasse em Esaú. A escolha de Deus foi soberana.
O teólogo John Piper comenta:
“A soberania de Deus não é uma ameaça ao Seu amor; é a garantia de que Seu amor não será frustrado por nada — nem mesmo pelos nossos fracassos.”
Sabedoria infinita. Poder ilimitado. Nada é difícil demais para Deus.
E o amor dEle também é infinito.
Paulo ora em Efésios 3:19 para que possamos compreender “o amor de Cristo, que excede todo entendimento”.
Excede. Não cabe. Não se mede. Não se esgota.
O pastor e escritor Ed René Kivitz provoca:
“Nosso maior problema não é a profundidade do nosso pecado, mas a nossa incapacidade de crer na profundidade do amor de Deus.”
Nenhum idioma pode expressar plenamente a infinidade do amor de Deus. Nenhum intelecto pode compreendê-lo. Apenas podemos nos render.
Se Deus mudasse, o amor dEle poderia diminuir com as nossas falhas.
Mas Ele não muda.
O teólogo A.W. Tozer escreveu em Atributos de Deus:
“Deus não pode ser melhor do que é, e não pode ser pior. Ele é imutavelmente santo, imutavelmente justo, imutavelmente amoroso.”
Seu amor não se mede e não conhece o fim. Nada pode mudá-lo. Ele é eternamente o mesmo, um manancial inesgotável.
Aqui precisamos de atenção. O amor de Deus não muda com os nossos erros, mas isso não significa que Ele tolera o pecado.
Há uma diferença crucial entre o amor humano e o amor divino. Nós, humanos, muitas vezes amamos de forma fraca — aceitamos o que destrói o outro para não perder o relacionamento. Deus não ama assim.
O autor de Hebreus escreve:
“O Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe por filho.” (Hebreus 12:6)
O pastor Augustus Nicodemus explica:
“O amor de Deus não é conivente com o pecado. Porque Ele nos ama, Ele nos corrige. A disciplina não é ausência de amor; é prova de amor.”
Deus nos ama profundamente, mas Sua santidade exige que o pecado seja tratado. E Ele, em Sua infinita sabedoria, nos corrige para que sejamos santos como Ele é santo.
Chegamos ao ponto mais alto.
“Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito…” (João 3:16)
A graça é amor que não se explica por quem o recebe, mas por quem o dá.
Cristo não morreu para fazer com que Deus nos amasse. Ele morreu porque Deus já nos amava. Jesus não veio para convencer um Pai irado a amar pecadores; Ele veio porque o Pai, em Seu amor eterno, quis nos resgatar.
O reformador Martinho Lutero chamava isso de “o feliz intercâmbio”:
“Cristo tomou sobre Si o que éramos, para que nós recebêssemos o que Ele é.”
Jesus morreu por pecadores, não tendo Ele nenhum pecado. Tem prova maior do que esta?
Sempre que você for tentado a duvidar do amor de Deus — quando o pecado pesar, quando o silêncio incomodar, quando o medo de ter perdido a graça apertar o peito — lembre-se da Cruz.
Ali está a prova definitiva.
Ali está o amor eterno, soberano, infinito, imutável, santo e gracioso de Deus.
O poeta e pastor Charles Wesley expressou isso em um hino que atravessa séculos:
“Amor que não me deixará jamais, minha alma em Ti descansará.”
Você tem vivido como se o amor de Deus precisasse ser conquistado todos os dias?
Existe alguma área da sua vida onde você ainda acredita que Deus o ama menos por causa de um erro?
O que mudaria na sua relação com Deus se você realmente descansasse nessas sete verdades?
“Nenhum idioma pode expressar plenamente a infinidade do amor de Deus, e nenhum intelecto pode compreendê-lo: excede todo entendimento.” — Efésios 3:19
Compartilhe esta mensagem com alguém que precisa lembrar que o amor de Deus é maior que os seus erros.
| Autor | Nacionalidade | Obra/Contexto |
|---|---|---|
| Hernandes Dias Lopes | Brasileiro | Pastor, teólogo e escritor |
| Ed René Kivitz | Brasileiro | Pastor, teólogo e palestrante |
| Augustus Nicodemus | Brasileiro | Teólogo, pastor e escritor |
| C.S. Lewis | Irlandês | Escritor e teólogo, autor de Cristianismo Puro e Simples |
| John Piper | Norte-americano | Pastor e teólogo, fundador do Desiring God |
| A.W. Tozer | Norte-americano | Pastor e escritor, autor de Atributos de Deus |
| Martinho Lutero | Alemão | Reformador protestante |
| Charles Wesley | Inglês | Poeta e compositor de hinos |