Autor: janacmoreno

Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória | Capítulo 2 – O que significa conhecer a Deus?

3 de março de 2026 Por janacmoreno

Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória Capítulo 2 – O que significa conhecer a Deus? “Sede quietos e sabei que Eu sou Deus.” (Salmo 46:10) Meu irmão, Minha irmã… No capítulo anterior, te chamei para conhecer o Pai.Mas talvez teu coração ainda pergunte:“O que, de fato, significa conhecer a Deus?” Ouve-Me com atenção:Conhecer a Deus não é uma ideia,é um encontro. Conhecer a Deus é mais que crer Nele Tu podes crer que Eu existo.Podes repetir verdades sobre o Pai.Mas conhecimento verdadeiro vai além disso. “Crer em Deus é uma coisa; conhecê-lO pessoalmente é outra completamente diferente.” (J. I. Packer, “Conhecendo a Deus”) Conhecer o Pai é viver com Ele.É ouvir Sua voz no íntimo.É abrir a Palavra e sentir que ela fala contigo.É acordar com saudade dEle.É adorá-lO não só no templo, mas no trânsito, no trabalho, na cozinha. Conhecer a Deus é ser tocado por Sua santidade Moisés conheceu o Pai assim.Na sarça ardente, ele viu o fogo… e ouviu o nome: “Eu Sou o que Sou” (Êxodo 3:14) Isaías conheceu o Pai no Templo.E o que viu o abalou por inteiro: “Ai de mim, estou perdido!” (Isaías 6:5)Porque quando conheces a Deus,vês tua miséria…mas também vês Minha graça cobrindo tudo. Conhecer a Deus é relacionamento, não apenas informação Não te peço apenas que estudes sobre o Pai.Quero que o ames. “Conhecimento verdadeiro de Deus envolve comunhão, adoração, entrega e amor.” (A. W. Tozer, “O conhecimento do Santo”) Quero que andes com Ele, como andou Enoque.Quero que fales com Ele, como falava Ana.Quero que confies Nele, como confiou o salmista: “Tu me sondas e me conheces… para onde irei do Teu Espírito?” (Salmo 139:1,7) Conhecer a Deus envolve intimidade e reverência Eu disse aos Meus discípulos: “Já não vos chamo servos… mas amigos.” (João 15:15) Mas amigo não é íntimo por acaso.É íntimo quem caminha junto.Quem ouve, quem obedece, quem ama.Quem permanece. Conhecer a Deus é reconhecer a beleza do Pai Há uma beleza no Pai que transforma.Quem a vê, nunca mais volta a ser o mesmo. “Uma alma que vê a beleza de Deus o deseja acima de todas as coisas.” (Jonathan Edwards, “Religious Affections”) Essa beleza está no perdão,na paciência,na fidelidade,na justiça que nunca falha,na misericórdia que nunca cessa. “O Senhor é bom; a sua misericórdia dura para sempre.” (Salmo 100:5) Jesus fala ao teu coração “Meu querido,conhecer a Deus é Me deixar conduzir teu coração.É confiar em Mim, mesmo quando a estrada parece escura.É saber que Eu e o Pai somos um,e que aquele que Me ama, será amado por Ele…e viremos a ele,e faremos nele morada.”(cf. João 14:23)  Conclusão – Conhecer a Deus é o começo de tudo Não se trata de emoção passageira.É o começo da eternidade no teu peito. “A única coisa que vale a pena nesta vida é conhecer a Deus, e tornar esse conhecimento o centro de todas as demais coisas.”(Packer, “Conhecendo a Deus”) Filho,o mundo te ensinará a buscar respostas.Eu te ensino a buscar o Pai. E quem O conhece, encontra a si mesmo.Porque tudo começa nEle.E termina em glória. Introdução: Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória. Capítulo 1 – Por que devemos conhecer a Deus? Capítulo 2 – O que significa conhecer a Deus? Capítulo 3 – Os Benefícios e Implicações de Conhecer a Deus Capítulo 4 – Os Obstáculos que nos Impedem de Conhecer a Deus Capítulo 5 – Chamados a um conhecimento crescente e eterno Conclusão – O Caminho do Conhecimento que Nunca Termina posts recentes Categorias Jana Moreno Consultoria – (19) 99988-5719 www.janamoreno.com.br

Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória | Capítulo 3 – Os Benefícios e Implicações de Conhecer a Deus

3 de março de 2026 Por janacmoreno

Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória Capítulo 3 – Os Benefícios e Implicações de Conhecer a Deus “E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti só por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”(João 17:3) Meu irmão, Minha irmã… Se escolheste caminhar comigo até aqui,então algo já despertou em teu espírito.Tu já sentes que conhecer o Painão é apenas um mandamento —é um chamado de amor. Mas talvez ainda te perguntes:“O que muda em mim, quando conheço a Deus?”Ah, tudo muda. 1. Conhecer a Deus te dá vida… verdadeira O mundo te oferece mil sentidos.Mas Eu te digo:somente o Pai é a fonte da verdadeira vida.Não falo de existir.Falo de viver. “Porque nEle vivemos, e nos movemos, e existimos.” (Atos 17:28) Tu foste feito para caminhar com Ele.Foste moldado pelas mãos do Criador,para tê-lO como o centro da tua alma.E enquanto tentares viver longe dEle,haverá sede. “A alma feita para Deus nunca encontra descanso até que Nele repouse.” (Agostinho, “Confissões”) 2. Conhecer a Deus te dá segurança Quantas vezes teu coração se agita,como um barco em meio à tempestade?Mas quando conheces o Pai,aprendes a confiar. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo.” (Salmo 23:4) O conhecimento do Pai não te livra de todas as dores,mas te dá abrigo nelas.Teus pés ainda pisarão espinhos,mas teu espírito não será abalado. “Os que conhecem o Teu nome confiam em Ti.” (Salmo 9:10) 3. Conhecer a Deus muda tua forma de amar Quando Me vês —quando Me contemplas na cruz,quando entendes que Eu vim por ti,que morri por amor ao Pai e por amor a ti —teu amor é transformado. “Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19) Conhecer o Pai te ensina a amar teus irmãos.A perdoar.A servir.A renunciar. Não por obrigação.Mas porque és livre. 4. Conhecer a Deus aquece tua alma fria Quantos vivem na fé por inércia…Cantam, oram, congregam… mas não sentem.Mas quem Me conhece de verdade,queima por dentro. “A alma sedenta será saciada.” (Salmo 107:9) Quando te falta ânimo,lembra-te de Mim caminhando com os discípulos no caminho de Emaús.Eles não Me reconheceram de imediato,mas disseram depois: “Porventura não ardia o nosso coração quando Ele nos falava pelo caminho?” (Lucas 24:32) Essa é a chama que acendo em ti quando Me buscas. 5. Conhecer a Deus transforma teu caráter Filho, quem anda Comigo,não continua o mesmo. “E todos nós… somos transformados de glória em glória na mesma imagem.” (2 Coríntios 3:18) Conhecer o Pai muda teus desejos,molda tua vontade,te faz parecer Comigo. Packer escreveu: “O objetivo do conhecimento de Deus não é informação, mas transformação.” (J. I. Packer, “Conhecendo a Deus”) 6. Conhecer a Deus exige obediência Mas deixa-Me dizer com amor:não há conhecimento verdadeiro sem entrega. “Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra.” (João 14:23) Conhecer ao Pai te leva a caminhar em Seus caminhos.Mesmo quando são estreitos.Mesmo quando exigem renúncia. “Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus.” (Lucas 9:62) 7. Conhecer a Deus te conduz à eternidade E por fim,conhecer ao Pai é o começo da eternidade no agora. Não te falo de um dia longínquo,mas de um Reino que já começou em ti. “Esta é a vida eterna: que Te conheçam…” (João 17:3) 🌟 Conclusão – O maior benefício é Ele mesmo Meu irmão,o maior dom de conhecer a Deusnão são as bênçãos que Ele pode te dar,mas o próprio Deus. “A maior bênção da vida cristã é a presença de Deus.” (A. W. Tozer, “O Conhecimento do Santo”) Tudo que é eterno está nEle.Tudo que é verdadeiro flui dEle.Tudo que vale a pena vem do coração do Pai. E Eu vim…para te levar de volta aos braços dEle. Introdução: Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória. Capítulo 1 – Por que devemos conhecer a Deus? Capítulo 2 – O que significa conhecer a Deus? Capítulo 3 – Os Benefícios e Implicações de Conhecer a Deus Capítulo 4 – Os Obstáculos que nos Impedem de Conhecer a Deus Capítulo 5 – Chamados a um conhecimento crescente e eterno Conclusão – O Caminho do Conhecimento que Nunca Termina posts recentes Categorias Jana Moreno Consultoria – (19) 99988-5719 www.janamoreno.com.br

Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória | Capítulo 1 – Por que devemos conhecer a Deus?

2 de março de 2026 Por janacmoreno

Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória Capítulo 1 – Por que devemos conhecer a Deus? “Conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alva, a sua vinda é certa.”(Oséias 6:3) Eu sou Jesus.E agora que abriste teu coração, quero te contar algo que carrego desde antes da fundação do mundo: Tu foste criado para conhecer o Pai.Não apenas para viver…Não apenas para fazer escolhas certas…Não apenas para escapar da condenação. Mas para conhecer… e amá-lO. Quando Eu caminhei por esta terra, vi muitos que conheciam as Escrituras, mas não conheciam o Pai.Tinham a Lei nos lábios, mas o coração distante.Tinham o nome de Deus em suas preces, mas não o amor dEle em suas almas. E por isso Eu vim.Para que tu pudesses conhecer aquele que te criou. “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3) A vida eterna não começa depois da morte.Ela começa no momento em que Me conheces — e por Mim, conheces o Pai. Conhecer a Deus é mais do que saber sobre Ele Como disse J. I. Packer: “Uma pessoa pode conhecer muito sobre Deus, e ainda assim não conhecê-lO.”(Packer, “Conhecendo a Deus”) Muitos sabem os nomes de Deus.Muitos discutem doutrinas com paixão.Mas poucos param para Me ouvir em silêncio, para Me encontrar no secreto, para Me desejar como um amigo deseja estar com outro. É por isso que te escrevo agora.Para despertar em ti o desejo de conhecer o Deus que te deseja. Por que nos afastamos do conhecimento de Deus? Porque, desde a Queda, teus olhos foram vendados.O pecado não só quebrou regras — ele rompeu o relacionamento. “Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis.” (Romanos 3:12) Mas Eu vim para te reconectar.Para que, por Meu sangue, a ponte fosse reconstruída.Para que pudesses dizer: “Aba, Pai” (Romanos 8:15). Por que conhecer a Deus muda tudo? Quando conheces ao Pai… Tu conheces a verdade sobre ti mesmo “Ao te veres à luz da santidade de Deus, verás o quão profundo é o teu pecado, mas também o quão vasto é o Meu amor.” Tu és transformado de dentro para fora “Mas todos nós… somos transformados de glória em glória na mesma imagem.” (2 Coríntios 3:18) Tu aprendes a amar de verdade “Nós o amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro.” (1 João 4:19) Como disse A. W. Tozer: “O homem que vem a conhecer Deus vai encontrar sua alma satisfeita e seu coração em paz.”(Tozer, “O conhecimento do Santo”) Jesus fala ao teu coração “Filho,tu procuraste paz em muitas coisas,mas a paz não está em coisas.Está no Pai. Tu buscaste sentido em obras,mas o sentido está no relacionamento. Vem.Conhece o Pai.E verás que, mesmo no meio da dor, há descanso.Mesmo no meio do caos, há direção.Mesmo quando ninguém te entende…o Pai sabe teu nome.” Conclusão – Um convite ao conhecimento vivo Não é um chamado à religião.Não é um desafio intelectual.É um convite do Céu: “Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte na sua força… mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor.”(Jeremias 9:23-24) Vem.Conhece-Me.Eu te levarei até Ele.Eu te mostrarei o Pai.E tu nunca mais serás o mesmo. Introdução: Conhecer a Deus: Chamado de Amor e Glória. Capítulo 1 – Por que devemos conhecer a Deus? Capítulo 2 – O que significa conhecer a Deus? Capítulo 3 – Os Benefícios e Implicações de Conhecer a Deus Capítulo 4 – Os Obstáculos que nos Impedem de Conhecer a Deus Capítulo 5 – Chamados a um conhecimento crescente e eterno Conclusão – O Caminho do Conhecimento que Nunca Termina posts recentes Categorias Jana Moreno Consultoria – (19) 99988-5719 www.janamoreno.com.br

O Escândalo da Graça: 5 Lições Surpreendentes sobre o ‘Abraço’ que Define a Nossa Existência

26 de fevereiro de 2026 Por janacmoreno

No léxico da meritocracia moderna, o valor é uma conquista. No entanto, a espiritualidade do Reino inverte essa lógica de forma visceral. A graça não é um “talvez” divino condicionado ao nosso comportamento; ela é uma realidade absoluta — um já que precede nossa própria existência. Antes mesmo que o primeiro átomo fosse formado, o Pai já o amava com um amor que não precisa de motivo, porque Ele é a fonte, não a consequência.Essa verdade se torna palpável na história de Mefibosete, o herdeiro aleijado escondido em Lo-Debar — o “lugar de nada”. Como ele, muitas vezes nos escondemos em nossos próprios lugares de nada, esperando o julgamento, apenas para sermos buscados por um Rei que nos convida à mesa por causa de uma aliança anterior a nós. A graça, portanto, é a própria origem de tudo o que somos. Como bem definiu Thomas F. Torrance, ela não é uma oferta condicional, mas a realidade absoluta de um amor que já nos alcançou. Como escreveu C.S. Lewis:“Deus não nos ama porque somos bons, mas porque Ele é bom. O amor d’Ele não é uma resposta ao nosso valor, mas a fonte dele.” A espiritualidade cristã não habita o mármore frio dos templos, mas a fragilidade da carne. O Verbo eskēnōsen — “armou sua tenda” — entre nós, imergindo na nossa miséria para torná-la tangível. Não servimos a uma divindade impassível, mas a um Deus de lágrimas. Vemos isso quando Jesus se comove diante da tumba de Lázaro, ou no escândalo de tocar o leproso, um gesto que, sob a lei, traria impureza, mas sob a graça, restaura a humanidade.Há uma lição surpreendente na forma como Jesus lida com a mulher adúltera. Enquanto as pedras eram erguidas, Ele se inclina e escreve na terra. Frederick Buechner sugere que Jesus estava, naquele momento, “comprando tempo” — um silêncio misericordioso para que os acusadores ouvissem o barulho de suas próprias consciências e a mulher pudesse recompor seus trapos. A misericórdia aqui não é um conceito jurídico, mas uma “transação” física que devolve a dignidade ao que foi descartado. Como observou Malcolm Muggeridge, cada toque de Jesus era uma restauração da comunidade humana.3. O Escândalo do Pai que CorreA parábola do filho pródigo atinge seu ápice em um gesto que a cultura oriental da época considerava uma aberração: um patriarca idoso correndo. Para um homem de sua posição, correr significava perder a dignidade e expor a vulnerabilidade. Contudo, ao ver o filho que viveu de forma asótos (irrecuperável) voltando, o Pai é tomado por uma esplagchnisthē — um movimento visceral das entranhas, um amor que não é racional, mas avassalador.Ele corre para proteger o filho antes que a aldeia o apedreje; Ele o abraça antes que qualquer discurso de desculpas seja proferido. O perigo real, entretanto, reside no “filho mais velho”. O seu pecado é a redundância do orgulho e o ressentimento de quem está “em casa”, mas tem o coração endurecido pelo legalismo. O Pai busca a ambos, provando que a graça é o remédio tanto para a rebeldia aberta quanto para a amargura religiosa. Nas palavras de Timothy Keller:“O Pai não quer escravos; quer filhos. A graça não é Deus concordando em nos receber como empregados de segunda classe; é Deus insistindo em nos restaurar como herdeiros.”4. A Teologia do “Abraço Antes do Banho”O ponto mais escandaloso da teologia do abraço é a Justificação. Trata-se de um ato forense e relacional onde o Pai abraça o filho enquanto ele ainda “cheirava a porco”. Não há exigência de higiene moral prévia; o beijo da reconciliação acontece antes da troca de roupas. É o amor que limpa, e não a limpeza que atrai o amor.Aqui, precisamos distinguir Justificação (o ato de ser declarado justo pela justiça de Cristo imputada a nós) de Santificação (o processo de tornar-se limpo). O abraço é a causa da nossa mudança, nunca a consequência dela. O Pai nos aceita em nossa sujeira para que, no calor do seu peito, tenhamos forças para abandonar o chiqueiro. Como pontuou o Rev. Abdenago Carneiro:“O abraço do Pai é maior que o cheiro do pecado. O beijo do Pai é mais alto que o discurso ensaiado. A festa do Pai começa antes da confissão do filho.”5. A Vida como uma Dança, Não uma EscadaViver “na graça” é aprender a ouvir a “Música do Céu”. Muitos tratam a espiritualidade como uma escada exaustiva, onde cada degrau de obediência é uma tentativa de comprar o favor divino. Mas, no Reino do Abraço, a obediência é uma resposta alegre a um amor já recebido. É a transição do fardo pesado do legalismo para o jugo suave de Cristo.A santidade verdadeira não nasce do medo do castigo, mas do transbordamento do afeto. Quando entendemos que fomos perdoados de uma dívida impagável, a vida deixa de ser um tribunal e se torna uma celebração. Obedecemos porque somos amados, e não para sermos amados. François Fénelon capturou essa essência ao ensinar que o amor é a raiz de toda obediência verdadeira: não é a obrigação que nos constrange, mas a afeição de quem se sabe filho.Conclusão: O Convite para o Banquete EternoNossa existência terrena não é um fim em si mesma, mas um ensaio geral para uma realidade última. O céu, como nos lembra N.T. Wright, não é um destino etéreo e vago, mas a Nova Criação — um banquete onde o tabernáculo de Deus estará plenamente com os homens e toda lágrima será enxugada.O fio invisível que o trouxe até esta leitura conduz agora ao convite final. O banquete não é uma metáfora; é a promessa de que a festa da graça, que começou no abraço do pródigo, não terá fim. O Pai continua na varanda, olhando para o horizonte da sua vida, ofegante da corrida que já fez para te alcançar. Diante de tamanha generosidade, de um amor que arriscou a própria dignidade na cruz para garantir o seu lugar à mesa, resta apenas uma provocação para a sua alma: O que te impede de

Abraão: O Caminhante que Aprendeu a Crer (e a Errar) no Meio do Deserto

24 de fevereiro de 2026 Por janacmoreno

Abraão: o homem que caminhou pela fé E aprendeu a Crer (e a errar) no meio do Deserto Frequentemente, a imagem que temos de Abraão é a de um herói de mármore, uma figura estática de perfeição espiritual. No entanto, os registros de sua jornada revelam um homem muito mais complexo e, francamente, mais interessante. Ele não nasceu em um vácuo de santidade, mas em Ur dos Caldeus, uma metrópole vibrante onde seu pai, Terá, ganhava a vida fabricando deuses de barro. O jovem Abrão já demonstrava um ceticismo irônico diante dos negócios da família. Quando seu pai pedia para ele verificar se “os deuses já tinham assado” no forno, ele respondia com a lucidez de quem via o absurdo naquilo: “Pai, deuses não assam. Eles apenas secam”. Foi essa percepção — de que o divino não poderia ser moldado por mãos humanas — que abriu caminho para uma das jornadas mais extraordinárias da história. 1. O Chamado Não Tem Prazo de Validade A jornada de Abraão começou em uma idade em que a maioria das pessoas busca o repouso das pantufas, não a poeira das estradas: aos 75 anos. O chamado que ele recebeu foi radicalmente desestabilizador, exigindo o abandono de todas as âncoras — terra, parentela e a casa do pai — em troca de um destino que Deus ainda “iria mostrar”. Ao contar a novidade para Sarai, sua esposa, a reação dela foi o resumo do bom senso: “Sair de casa aos 75 anos? Para ir onde?”. A resposta de Abraão era um salto no escuro: “Ele não disse. Disse que vai mostrar”. Eles decidiram levar o sobrinho Ló por uma razão muito pragmática contida nos relatos: precisavam de alguém jovem e forte para armar as tendas. “Sai da tua terra. Da tua parentela. Da casa de teu pai. E vai para a terra que eu te mostrarei. […] Sai. E eu farei de ti uma grande nação. Abençoarei os que te abençoarem. Amaldiçoarei os que te amaldiçoarem. Em ti serão benditas todas as famílias da terra.”   2. A Fé Coexiste com o Medo (e com a Meia-Verdade) Um aspecto fascinante desse personagem é que, naquela época, ele ainda era apenas Abrão — um homem comum tentando ouvir uma voz invisível. Ele não era imune ao pânico. No Egito e em Gerar, o medo crônico de ser morto por reis que desejassem sua bela esposa o levou a criar uma “estratégia de sobrevivência” baseada na omissão. Ele pedia que Sarai se apresentasse apenas como sua irmã. Havia uma lógica legalista por trás do plano: “Mesmo pai, mãe diferente”, ele justificava. Era uma meia-verdade usada como escudo. Ver o futuro patriarca sendo repreendido por faraós e reis estrangeiros por sua covardia o torna profundamente humano. A lição aqui é contemporânea: a fé não é a ausência de medo ou a perfeição moral imediata, mas a disposição de continuar caminhando mesmo enquanto se lida com as próprias fraquezas. 3. O Perigo de Tentar “Ajudar” o Destino A impaciência é o grande ruído na caminhada da fé. Após dez anos de espera em Canaã e nenhum sinal do herdeiro prometido, Sarai e Abrão decidiram intervir. “Se Deus vai demorar, a gente dá um jeito”, parece ter sido o lema. Seguindo um costume aceito na cultura da época, Sarai ofereceu sua serva egípcia, Hagar, para gerar um filho em seu lugar. Essa tentativa de apressar o cronograma divino gerou o nascimento de Ismael e, com ele, uma sucessão de conflitos domésticos e ciúmes que ressoam através dos séculos. O episódio é um lembrete filosófico de que a intervenção humana precipitada muitas vezes complica o que a promessa buscava simplificar. Quando tentamos “ajudar” o destino com atalhos, geralmente acabamos criando novos desertos. 4. O Riso como Resposta ao Impossível Quando a promessa finalmente se afunilou para o impossível — um filho biológico entre um homem de 100 anos e uma mulher de 90 — a primeira reação foi o riso. Não um riso de alegria, mas de incredulidade. Sara, ao ouvir a profecia por trás da cortina da tenda, perguntou a si mesma com honestidade brutal: “Depois de velha e desfalecida, ainda terei prazer?”. A resposta dela ao anúncio de que seria mãe é uma das frases mais emblemáticas do texto: “Deus é bom, Abraão. Mas não é louco”. No entanto, o nascimento do menino provou que o divino se diverte com as nossas limitações biológicas. O bebê foi chamado de Isaque, que significa “riso”. O nome serviu para transformar o riso de dúvida em um riso de celebração, lembrando que, na gramática de Deus, o impossível é apenas uma oportunidade para a alegria. 5. A Arte de Negociar com o Divino Abraão não era um servo de obediência muda. Na cena em que Deus revela a intenção de destruir Sodoma, o patriarca assume o papel de um advogado audaz e empático. Ele não aceita o julgamento passivamente, mas questiona o “Juiz de toda a terra”, tentando “baixar o preço” da misericórdia de cinquenta para apenas dez justos. Essa interação revela um amadurecimento profundo. O homem que antes mentia no Egito por medo agora argumentava com o Criador em favor de estranhos. A fé de Abraão permitia o diálogo e a argumentação; ele entendeu que caminhar com o Divino não exige a anulação da própria mente ou do senso de justiça, mas sim a coragem de interceder pela humanidade. 6. A Ironia da Herança: A Primeira Posse foi um Túmulo Ao final de sua longa jornada, ocorre um fato carregado de ironia poética. Abraão passou a vida ouvindo que toda aquela terra pertenceria à sua descendência, mas ele viveu nela como um peregrino, morando em tendas móveis. A única parcela de Canaã que ele efetivamente comprou e possuiu legalmente, com escritura e testemunhas, foi uma sepultura. Ele pagou quatrocentos siclos de prata aos hititas pela caverna de Macpela para enterrar Sara. É um detalhe impactante: o “Pai de Nações” só teve o título de propriedade de um lugar de morte.

Ansiedade e Deus na Adolescência

5 de setembro de 2025 Por janacmoreno

Um dos textos mais conhecidos sobre ansiedade seja a recomendação do apóstolo Paulo aos Filipenses. Mas é crucial não a lermos como uma fórmula mágica (“ore e a ansiedade some”), e sim como um convite a um relacionamento que transforma nossa experiência interior.

“Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus.”

Filipenses 4:6-7

Vamos desconstruir isso: Paulo nos convida a transformar nossa energia de preocupação em energia de oração. “Apresentar pedidos” é ser honesto com Deus sobre nossos medos. “Com ação de graças” é o ato de fé de lembrar do que Deus já fez, mesmo no meio da incerteza. A promessa não é que o problema desaparecerá instantaneamente, mas que algo extraordinário acontecerá dentro de nós: receberemos “a paz de Deus”.

Meu caminho para Deus – Como alcançar poder Espiritual

14 de agosto de 2025 Por janacmoreno

“Sente que falta poder espiritual na sua vida? Jesus te convida a um caminho simples! Neste e-book gratuito, Ele explica em primeira pessoa como receber a força do Espírito Santo, vencer obstáculos e frutificar com amor e coragem. Versículos práticos, linguagem clara e zero ‘teologuês’. Deixe o Salvador te mostrar que esse poder é para você!”

Ouvindo o Espírito Santo

18 de julho de 2025 Por janacmoreno

Vivemos em dias ruidosos. O mundo grita, os pensamentos atropelam uns aos outros, e a alma, muitas vezes, cansada, não sabe mais distinguir o som da carne, da razão, do medo… da voz do Espírito. Mas Ele fala. Oh, sim, o Espírito Santo fala! Ele guia, ensina, consola, adverte e conduz como um pastor que cuida de suas ovelhas.

Mas será que estamos ouvindo?
E, mais ainda: será que sabemos como ouvir?

Devocional – Começe outra vez

7 de julho de 2025 Por janacmoreno

“Toda manhã é uma nova chance de recomeçar. Descubra, nesta mensagem, como Jesus renova Suas misericórdias sobre sua vida e o convida a caminhar de mãos dadas com Ele, mesmo depois das quedas. Comece outra vez, com esperança no coração e fé no Senhor.”

Parábola “Dos dois Filhos”

25 de junho de 2025 Por janacmoreno

Jesus conta a parábola de dois filhos para revelar que o arrependimento vale mais que promessas vazias. Um disse “não” ao pai, mas obedeceu; o outro disse “sim”, mas não fez nada. Qual dos dois fez a vontade do Pai? Uma lição sobre fé viva, obediência e coração sincero.